Liberdade em forma de máquina

O autor Vilém Flusser nasceu em Praga em 1920. Escreveu seu texto “Filosofia da Caixa Preta” em 1983 na qual tenta formular uma teoria filosófica, que possa explicar a fotografia, seus elementos e os atos relacionados à ela. O autor vai usar muito as expressões imagem, aparelho, programa e informação para tentar achar uma forma de relacionar os feitos fotográficos à busca pela liberdade humana.

Ao meu ver, qualquer objeto fotografado perde seu valor, criando então uma construção de crítica na mente do observador, este terá maior capacidade para detectar a significação embutida em cada seqüência de imagens fazendo com que esta então acabe perdendo o seu valor. 

O que Vilém Flusser vai tratar nesse texto e o que eu concordo plenamente é que, com o passar do tempo todos nós perdemos nossa liberdade e direito de escolha. No texto ele vai citar o século XVIII e a descoberta das máquinas como substituição do trabalho dos homens. No começo era difícil aceitar tal questão, mas depois, esse pensamento acabou por ser introduzido automaticamente no modo de pensar do homem, assim como a fotografia. No momento que esta passou a ser modelo de pensamento, a estrutura de existência do homem também mudou. Se formos pegar como exemplo o big bang (exemplo dado no texto de Vilém Flusser), a fotografia tornou-se elemento primário na hora de fazer ligações dos fatos e acontecimentos com o ser humano, explicando-lhe até sobre seu papel no universo ou como ele surgiu. 

Não há muito o que discutir se formos tratar de assuntos como a liberdade ligada diretamente a fotografia, o que vemos não é o que realmente parece ser, mas o que podemos concluir é que desde a Antiguidade, passando pela Modernidade, e não terminando nos dias de hoje, nossa liberdade criativa está submetida à programação prévia das máquinas e de seus softwares.

Fotógrafos Antigos

Agosto 21, 2008. Uncategorized.

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