E o oscar de melhor figurino vai para…

 

Maria Antonieta!!

Como assim? Você deve estar se perguntando! Isso mesmo, a atriz Kirsten Dunst que interpretou maravilhosamente a rainha na moderna versão dae Sofia Copolla (Marie Antoniette/2006) é a nova protagonista da campanha de luxo da grife chiquérrima de Miuccia.

Achei a escolha muito correta! A linha jovem da estilista Miucca Prada tem esse ar de menina meio levada/chic. A atriz que já estrelou os três filmes da série Homem Aranha arriscou uma personagem muito mais carismática e talentosa no filme de Sofia Copolla.  

Quando Marie Antoniette foi lançado em 2006, Dunst foi cogitada pelos críticos como a atriz mais fashion e cult da geração jovem. Não só por vestir roupas maravilhosas no filme, mais por se comportar como uma verdadeira rainha da moda, ela até caiu nas graças dos fotógrafos e foi capa da Vogue. Com certeza se houvesse uma continuação para o filme, Kirsten seria cotada para continuar no papel principal!

O bom, foi que mesmo com cara de levada nas fotos, estas ficaram com um ar um tanto sexy-comportado e não se parecem nada com as propagandas da Playboy, que foi como alguns críticos andaram divulgando por aí. Kirsten se saiu muito bem e pode ter certeza que veremos outras fotos dela por aí, sem ser no tapete vermelho!

 

Agosto 31, 2008. Uncategorized. Deixe um comentário.

Inteligência (não tão) Artificial

Hoje em dia vemos surgir novos tipos de mídia a todo tempo, fazendo com que a linguagem “digital” ou Hipermidiática seja divulgada cada vez mais. Essa linguagem é a junção das 3 matrizes lógicas do pensamento que originaram as formas de linguagem (matriz verbal, matriz sonora e matriz visual).  A relação entre som, imagem e texto é quase que imprescíndivel quando vamos falar desse tipo de linguagem usada na mídia digital.

É engraçado ver como essa linguagem é uma linguagem que acaba por aproximar o homem da máquina, fazendo com que ela seja incorporada no seu cotidiano continuamente. Esta, seria uma mistura entre a não-lineariedade, a interatividade e entre os diferentes níveis de leitura. O cinema, por sua vez, não faz parte de uma mídia digital, mas vem abusando desse tipo de linguagem hipermidiática cada vez mais, fazendo com que sua forma de expressar os conteúdos seja mais direcionada para os públicos que entendem como isso funciona.

Em 2001, o diretor cinematográfico Steven Spilberg dirigiu o filme A.I – Inteligência Artificial na qual ele tentou mostrar um pouco dessa linguagem hipermidiática através da relação que o homem teria com a família, máquina e etc, no futuro. O filme se passa na metade do século XXI, no qual o efeito estufa derreteu uma grande parte das calotas polares da Terra, fazendo com que boa parte das cidades litorâneas do planeta ficassem parcialmente submersas. Para controlar este desastre ambiental a humanidade conta com o auxílio de uma nova forma de computador independente, com inteligência artificial, conhecido como A.I.

A família foco no filme tem como um dos filhos um robô que foi programado pelos computadores

Haley Joel Osment, interpreta o robô David.

Haley Joel Osment, interpreta o robô David.

 independentes, por isso possui inteligência artificial. O filho humano da família, por sua vez, ganha de presente um urso de pelúcia que é também é um robô, capaz de se comunicar com as pessoas, andar e comer, ele apenas não tem sentimentos. A tentativa de aproximar um urso de pelúcia, que é um brinquedo infantil, com uma pessoa real faz com que a INTERFACE do filme seja incorporada no processo de criação do entendimento deste mesmo filme, até porque para uma interface (permite a comunicação do homem com a máquina) ser perfeita ela tem que ser incorporada na nossa realidade, ou seja, ela tem que passar despercebida. Afinal de contas, se você quer que seu filho tenha um melhor amigo de confiança e que viva na sua casa 24 horas por dia, porque não dar a ele um bicho de pelúcia quase real? Mais fácil de controlar, não?!

 

 

Além disso o filme é completamente não linear, uma vez que a personagem robótica David Swinton (interpretada por Haley Joel Osment) viaja no tempo em busca da mãe, na qual ele deseja re-encontrar, por isso, o telespectador fica sem saber no final do filme, em que ano ele está e se ele realmente chega a voltar no tempo. Isso faz com que o telespectador sofra com a personagem principal, na qual há uma interatividade não só no quesito telespectador/filme mais também entre o usuário e interface, uma vez que o urso de pelúcia acompanha David em toda sua trajetória.

 

Agora, não vamos comentar a trilha sonora que é muito triste! O sentimento de tristeza e pena que temos da personagem principal é horrível. Aqueles que já assistiram a este filme sabem como é chocante ver o sofrimento do robô David e aqueles que ainda não assistiram, vale a pena ver! E quando forem alugar o filme, vocês verão como a linguagem hipermediática é muito utilizada!

 

Teddy, o urso de pelúcia robótico do filme.

Teddy, o urso de pelúcia robótico do filme.

 

 

Agosto 31, 2008. Uncategorized. Deixe um comentário.

Sex, The City & Clothes

O mundo da moda está totalmente conectado ao mudo publicitário. A moda dita regras e faz com que as pessoas queiram sempre estar por dentro dela, isto é um problema ás vezes, mais também pode ser um ponto positivo.

 

Dependendo das marcas der roupas que são divulgadas em filmes, novelas e seriados, todas as classes econômicas podem ter acesso a elas, mas em outros casos, o circuito se fecha e poucas pessoas têm o prazer de apreciar tal tipo de moda.

Um exemplo disso seria a série “Sex & The City” assim como o filme (com o mesmo nome) que deu seqüência a série de televisão exibida pela HBO.

Quando esta entrou em exibição, Nova Iorque foi posicionada como a cidade da moda, mais isso não teria acontecido, claro, se não fosse pelo figurino das quatro personagens principais.

As roupas usadas eram emprestadas de lojas como Roberto Cavalli, Gucci ou Prada, ou feitas sob medida, a partir de uma idéia de Sarah Jéssica Parker e do figurinista mais moderno de Manhattan, Patrick Field. Conforme a cena, eram feitas mais de duas ou três cópias do mesmo vestido (como para um episódio em que Carrie, personagem de Sarah cai dentro do lago do Central Park).

Alguns dos figurinos vinham de um acervo de centenas de peças que foi sendo construído nos seis anos em que o programa vinha sendo produzido. Bolsas e principalmente sapatos (que eram comprados, em vez de emprestados das lojas) vinham desse mesmo acervo. O toque final era dado com itens da própria loja de Field ou do acervo pessoal das atrizes, que também tinham história.

 

As marcas que até certo ponto só eram conhecidas por serem marcas muito caras ganharam força ao aparecerem no seriado de tv mais visto no final da década de 90. As marcas Gucci, Prada, Salvatore Ferragamo,entre outras, passaram a ter suas roupas desejadas por milhares de pessoas que ao verem que as personagens da série eram ricas, descoladas e modernas, sentiam que podiam ser como elas. Com certeza as vendas de tais marcam cresceram. Se não cresceram, pelo menos elevaram ainda mais o seu status.

 

Pra vocês terem uma idéia, até o estilista brasileiro Alexandre Herchcovitch teve sua história no programa. A personagem de Sarah Jéssica Parker apareceu umas duas vezes usando blusinhas com a cara do Mickey Mouse feita pelo estilista.

 

Bom o resultado de toda esta mistura é um guarda-roupa que todo mundo quer copiar. Patrick Field explica que, quando alguma peça aparecia no programa, invariavelmente a marca tinha um bom aumento de pedidos nas semanas seguintes. A idolatria do look Sex and the City também já rendeu o livro Kiss and Tell, que discute sobre as marcas preferidas de Carrie e suas amigas.

 

Não precisamos nem discutir que o mundo da moda se tornou um dos maiores ícones fashion internacional dos últimos tempos! Mas uma coisa é certa, será que o seriado seria tão bom se o figurino não fosse tão forte? Fica aí uma duvida cruel!

Agosto 23, 2008. Uncategorized. Deixe um comentário.

Liberdade em forma de máquina

O autor Vilém Flusser nasceu em Praga em 1920. Escreveu seu texto “Filosofia da Caixa Preta” em 1983 na qual tenta formular uma teoria filosófica, que possa explicar a fotografia, seus elementos e os atos relacionados à ela. O autor vai usar muito as expressões imagem, aparelho, programa e informação para tentar achar uma forma de relacionar os feitos fotográficos à busca pela liberdade humana.

Ao meu ver, qualquer objeto fotografado perde seu valor, criando então uma construção de crítica na mente do observador, este terá maior capacidade para detectar a significação embutida em cada seqüência de imagens fazendo com que esta então acabe perdendo o seu valor. 

O que Vilém Flusser vai tratar nesse texto e o que eu concordo plenamente é que, com o passar do tempo todos nós perdemos nossa liberdade e direito de escolha. No texto ele vai citar o século XVIII e a descoberta das máquinas como substituição do trabalho dos homens. No começo era difícil aceitar tal questão, mas depois, esse pensamento acabou por ser introduzido automaticamente no modo de pensar do homem, assim como a fotografia. No momento que esta passou a ser modelo de pensamento, a estrutura de existência do homem também mudou. Se formos pegar como exemplo o big bang (exemplo dado no texto de Vilém Flusser), a fotografia tornou-se elemento primário na hora de fazer ligações dos fatos e acontecimentos com o ser humano, explicando-lhe até sobre seu papel no universo ou como ele surgiu. 

Não há muito o que discutir se formos tratar de assuntos como a liberdade ligada diretamente a fotografia, o que vemos não é o que realmente parece ser, mas o que podemos concluir é que desde a Antiguidade, passando pela Modernidade, e não terminando nos dias de hoje, nossa liberdade criativa está submetida à programação prévia das máquinas e de seus softwares.

Fotógrafos Antigos

Agosto 21, 2008. Uncategorized. Deixe um comentário.